quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Freguesia da Raiva e Freguesia de Sebolido- Os 80 Coelhos a Beber àgua no Rio Douro- Fora os que não Contei - - SOPRAM ARES PUROS

Fotografia da Igreja Matriz da Freguesia da Raiva. Casamento realizado pelo Padre Rui,também já falecido. Encontra-se sepultado no Cemitério da Freguesia de S. João de Vêr,Concelho de Santa Maria da Feira

Certamente esta terá sido uma das histórias mais badaladas na Freguesia da Raiva e Sebolido.
Uma bela manhã, o Ti António Sapateiro de Cancelos, quando se apresentava nas Fontainhas para carregar o Rabão, virou-se para o Ti Anastácio o proprietário e disse-lhe:- Anastácio nunca vi coisa igual- estavam acolá no Areio 80 Coelhos a beber àgua, fora os que não contei. Pareciam todos grandes pareciam Moços.

AS MINHAS ORIGENS E DOS MEUS FAMILIARES MATERNOS
Continuará em segredo.
Quando o meu Pai dizia para os Amigos que muitas crianças poderiam ter começadas a ser feitas ao meio do rio. Ao ouvi-lo e a grande paixão que nutria pelos Lugares de Midões e Cancelos, comentava para os meus botões.
Como gostaria que isso tivesse acontecido comigo.
Um belo dia e por impossibilidade do meu Pai dirigi-me a Castelo de Paiva pedir uma Certdão de Assento de Casamento.
Por acaso comecei a lê-la, quando me apercebi Segundo o assento de casamento. Que tinha nascido com seis meses e alguns dias.
No ano em que nasci tal não era possivel.
Mas verdade que o meu Progenitor sempre foi um homdem edsmerado e dedicado ao trabalho, seguidor daquela máxima; nunca deixava para amanhã, o que pudesse fazer hoje.
Certo que tenho por Midões um Lugar da Freguesia Vila da Raiva - Concelho de Castelo de Paiva, uma grande Paixão. O mesmo e com Ligações muito mais fortes ao Lugar de Cancelos, pertencente á Freguesia de Sebolido.
Não poderia ser de outra forma, já que sempre tive ligações e convivi em ambos os lados. Os meus Avós Paternos viviam em Cancelos. A minha Avô Materna e minhas Tias, onde ficava amiúdadas vezes, viviam em Midôes.
Nos meses de Fevereiro a Maio e quando o Caudal do Rio não imergia o areio de Midões, era aqui que se Pescava ao Sável e Lampreia. O mesmo é dizer :- Que todos nós residentes em Cancelos, passavamos grande parte dos nossos dias,da outra banda, eu ainda mais, porque era frequente dormir em casa dos meus familiares. Mantive-me assim até aos meus catorze anos.
As afinidades e a ligação a estes Lugar são muitas, a felicidade de poder ter continuado diáriamente de Cancelos avistar e poder falar para a outra margem do rio, com as gentes do Lugar de Midões,ver a Freguesia da Raiva, o Lugar de Oliveira do Arda e o S. Domingos da Serra, assim como o Lugar de Gondarém,tinham por mérito próprio de entrarem muito cedo e perduram no meu Coração.
O Ouvir as Músicas e o Sino da Raiva,de S. Domingos da Serra,estes toques continuados acabam por penetrarem em nós, com uma paixão difícil de descrever. No dia 23 de Janeiro passado, dia do meu aniversário, levei minha esposa a casa da Minha Sogra, quando me deslocava para vir ficar em Cancelos, sem me aperceber fui parar frente á Igreja Matriz da Raiva. Interroguei-me o porquê de lá ter ido parar.
Mas não demorou a saber o porquê.
Desde há muito tempo que existe em mim a forte determinação de dar a conhecer algo desta maravilhosa Terra e das gentes simples e hospitaleiras do Pitoresco Lugar de Midões.
Se em Tempos ídos este Lugar pertencia ao Concelho de Paiva e não da Raiva,´já que uma parte desta Freguesia era Concelho,pelo menos a partir de 1527, como prova o ainda existente pelourinho, o qual foi classificado de interesse público a partir de 11 de Outubro de 1933. Porquanto Midões pertencia ao Concelho de Paiva. As Referências há Capela Particular de S.José e de Santo Ildefonso,Capela Popular, construída pelas Gentes de Midões e Gondarém. Onde hoje e de há uns anos a esta parte se festeja o S.José e Santo Ildefonso.
São valiosos registos,que confirmam o pagamento de rendas ao Clérigo de Paço do Sousa são valores históricos. Como aliás são referênciados e muito bem, no Livro Memórias Paroquiais de Castelo de Paiva.
Quem tem a Felicidade de ter nascido e crescido, com estes amores, juntando- se -lhes o ainda o Lindisimo e atractivo Rio Douro.
Terá de considerar-se um priveligiado.
Só quem tem a felicidade de nascer com um grande Coração pode lá meter todos estes e outros Amores.
Seria incorrecto esconder que apaixonadamente vivo com grandes Amores Cancelos/Sebolido,Rio Douro e a Honra de a ter servido e o Amor que nutro pela Armada.
Muitos outros tem em mim um Lugar priveligiado, sem esquecer Nogueira da Regedoura, já que foi aqui que conheci minha Esposa e nasceram, as minhas duas Filhas, para lá de outros e importantes feitos e valores e as grandes amizades que lá tenho.
Jamais os/as deixarei de amar. Tudo o que se move nas minhas paixões sensibiliza-me. Amar como Amo estes Locais, só podia ter nascido onde nasci e crescido onde cresci. Os anos em que estive ausente fisícamente serviram para reforçarem ainda mais os meus laços de amor e desejo ardente de regresso.
Nos anos em que estive por outras paragens, enfrentei correntes e marés contrárias, fortes Tempestades e Cicloones,tive de enfrentar e vencer um fortissimo Iceberg,que quase me ía vitimando.
Tive sempre o discernemento de querer vencer.
Para um dia voltar.
Interrogam-me familiares meus como ainda é possivel tante dinâmica.
A resposta é única.
O ter de ser e querer tem uma força enorme, que nos permite ultrapassar obstáculos que possam parecer intransponiveis. Certo que voltei, o tempo que por cá ainda poderei andar não sei, mas sei que nem isso é muito importante.
Importante sim -: ´´E que desde que regressei tenho procurado dando o máximo de mim próprio para dar o meu contributo, para que aquilo em que acredito e julgo ser importantissimo registá-lo.
Jamais possa morrer por algum dia alguém ter tido a coragem de o escrever.

MiDÕES/RAIVA-CANCELOS/SEBOLIDO NOUTRAS PARAGENS, APRENDI A SABER QUANTO IMPORTANTE
É A ALMA DE UM POVO
Pela Minha Experiência e Vivência em Outras Paragens.
Sei quanto importante é :-

A ALMA DE UM POVO.
Maravilho-me quando sei que existem estudiosos das histórias locais e no caso concreto eles existiram e existem nas minhas Freguesias, que ao longo dos Séculos recolheram e publicaram informações e lembranças sobre as nossas Terras, em Jornais, Revistas, e Monografias e mais recentemente nos Sites e Blogues da Internet. Isto permite vermos retratadas num inventário e Testemunhos Vivos em que as medmórias dos Lugares e suas Gentes constituem matéria-prima priveligiada. Mais importantes se tornam ainda porque normalmente são testemunhos registados por esforçados elementos, pouco letrados e que como tal falam e escrevem a linguagem dos seus testemunhados. Mas muito provávelmente se esperassemos pelos letrados, o conhecimento das nossas Freguesias e suas Gentes estaria sériamente comprometido.Assim e apesar de em parte ainda estar por concluír o retrato Social e Humano das nossas comunidades, os usos e costumes crenças ,conceitos e figuras fascinantes, outros mais atrazados como por exemplo a ligação do Lugar de Sebolido e Abitureira enquanto integrados na Freguesia de Canelas, já que a história dos três se confundem. As deslocações e os perigos iminentes porque passavam nas suas deslocações para poderem assistir ao acto religioso em Canelas. Sabermos onde eram sepultados os restos mortais das Gentes destes Lugares, antes da feitura da Igreja Matriz de Sebolido. Quem sabe se a Comissão Fabriqueira não possa interceder junto do Clérigo para que se proceder a uma investigação. Já que a capacidade dos Teólogos e se calhar disponibelizariam-se para uma consulta que nos viria a ilucidar. Seriam preciosidades estes dados importantissimos para as presentes e gerações vindoiras que cada vez se importam mais pelo passado distante, vividos pelos seus antepassados.Num Artigo Falar dos Lugares de Midões e Cancelos e das duas Freguesias de Raiva e Sebolido é como se as suas Gentes voltassem a juntarem-se para as Grandes Romarias e Bailaricos no Areio de Cancelos e Midões, o Cantar ao desafio na Tasca do Pereira ou Jogar à Malha ou enfiar o pau na Rigueifa, junto á Taberna do Tenente. Voltar a Dançar ao Toque do Altifalante colocado na Tasca do Ti Mário Barrigudo ou Deitar e Avinhar mais uma Rede de Arrasto, ou uma Chumbeirada nos Portelos, ou então porquie não as Cabaceiras na Pisca, O Barbal, no Peso, O Alar no Caroço e o Aranhõ no Remesal, A Passagem na Abitureira ou em Quebra Figos e as Cabaceiras no Carneiro, Os Pardelhos na Sardinheira e voltarmos a ser pagos para atirar pedras para levantar as Perdizes no Balde Escuro e os Senhores Doutores atirarem sobre elas.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Gentes do Rio Douro, Numa Viagem de Sonho - Freguesias de Sebolido e Raiva


Conversas dentro de água. Falando com o Rio.


Progenitor Agostinho Ferreira o Arrais e sua cara metade Elisa da Presa


marinheiro no cesto da Gávia


Cancelos é Lindo e o seu povo hospitaleiro ou não fossem pescadores/marinheiros

Marinheirando numa viagem de sonhoNa rota da inspiração no ajuntamento imaginativo dos familiares paternos e maternosRabão relata um passado dos meus avós maternos como barqueiros por conta própria comprando, transportando e vendendo no PortoA VIAGEM PROMETIDA - O REVIVER DE GRATAS RECORDAÇÕES.Nenhum dos Pontos mais negros da Minha existência e são muitos os trocaria pelo maior Jackpot de que há memória no Euromilhões. Os Outros, são de valor incalculável, de números tão astronómicos que nenhuma máquina calculadora conseguiria realizar e apróximar-se do valor real.    Uns e outros enchem o meu Armazém de Experiências e Sabedorias que me permitem partilhar sem correr o minímo perigo de erro, que permitam o insucesso ou desonestidade. Este valor conseguido não está disponivel, nem ao alcance, em nenhuma área de Grande Superficie.Ou Locais de enormissimas dimensões. Mas só possiveis de encontrar em grandes corações. Valor Humano que supera o valor material.Se há Mulher de Cezar, não bastava Sê-lo,tinha de parecê-lo. Aos Solidários esse Valor ilumina quem dele necessita.Talvez seja injusto da minha parte falar assim, já que. Continuo a muito receber diáriamente para o pouco que dou, segundo o meu cálculo. Esforço-me por em cada dia que vivo dar o melhor de mim, mas talvez esse melhor que julgo poder ter dado possa ter sido muito pouco e que com mais dinâmica poderia ter dado muito mais. Vou a Caminho dos vinte e três. Em que procuro viver um dia de cada vêz. Escolhi o dia de hoje, para tudo dar. Sempre e só no dia de Hoje. O Ontem já passou e ficaram armazenadas, o que de positivo ou negativo deixei feito. O Amanhã quando chegar será o hoje e então sim. Uma nova tentativa de fazer mais e melhor. Já que convictamente sei que inteligente é quem repete erros Novos e não quem repete os erros Velhos.  Se tempos houve que apressadamente me fui matando! Hoje tudo procuro fazer com dignidade e amor para estar de bem com a Vida. Para esta Luta constante, tenho necessitado e cada vez mais volu precisar destes preciosissimos utensilios.Pois Quem Vai para o Mar ou Rio tem de aviar-se em Terra. Um Bom Marinheiro precisa de ter :- A Antiquíssima, mas saudosa e Acolhera Unidade. Tenho a Casa dos Meus Pais. A Embarcação:- Tenho o Meu Balboeiro de Nome "O Marinheiro"A Espadela :- Tenho a Minha cara Metade LúciaDois Remos : - Tenho as Minhas Lindas Meninas Catarina Eufêmia e Carla Rocha.O Mastro :- O Pescador Barqueiro- Meu Pai Agostinho Ferreira,que leva ainda a Chumbeira e a Mugeira.A Vela- O Meu Primo Alberto, Para ambos irmos de novo roubar as Uvas Quilhão de Galo á Quinta do Narciso e roubar o Dinheiro do Peixe para comprar Tabaco do Fortes.As Pegas :- O Meu Tio Luís Gordinha e o Manel Venâncio enquanto esperam que a gente regresse da venda do Peixe e de roubar as Uvas. O Vento e a Água :-         A Minha Tia Aurora       Que Cú p´ra Dentro e ´Cú p´ra Fora       E que com aquela cara de Pasmar.        Que há Primeira Mijadela.       Vai fazer andar o barco á Vela. .        Vai encher um Alguidar.        P´ró Barco não Encalhar.O Piloto Mentor Companheiro Inseparável Rio Douro Cosinheira :-             Leinheira /Pescadora - Elisa da Presa - Minha Mãe= Ajudantas Lete e Sabina - TiasComandante :-            Jaquim Ferreira ( O Guerguenteiro)- Avô Paterno Lavadeiras= Júlinha e Guida Serralheira = TiasMatador de Gado = João Coveiro- TioMoço da Loja Simão - Tio - Santo e Senha = Pataca a Ti, Cartilho a mim. Repita- Pataca a Ti cartilho a Mim.Amanho de Peixe. Ana- PrimaPescadores - Sapateiros-António e Jósé Ferreira- Irmão e Ti Albano Amigo, Para cortar de novo a rede ao meio em Alpendurada.Responsável Eclesiástico :- Ex- Seminarista Mota (Cunhado e Quim Ferreira ( Irmão ( Sácristão. 2ª das Nove Sextas- Feiras- Jejum para tomar Hóstia - Figos da Figueirado Tapado do Coelho´Cão de Bordo JolimPregoeiras do Peixe = Guida Ferreira (Avô Paterna e Oivinha Gordinha (Tia Materna)Costureira= Margarida - Ternina.Barco de Apoio: Rabão do Avô e Avô Materna Manchica. Restante Guarniçao do Rabão Tios e Tias Maternas e Manel e Luísito Padrinho e Afinhados.Responsáveis pelo Toque músical de Largada :- Valdemar e Quim Ferreira,Aprendizes de Música na Banda de Rio Mau.Ouvem-se os Sinos :- Santo Ildefonso Em Midões/Gondarém em S. Brás em Canelas. Na Igreja Matriz da Raiva, O Carrilhão em S. Domingos da Serra e na Igreja Matriz de Sebolido. Na Capela da Senhora das Amoras e porque hoje é lá a Festa Dia 8 de Setembro a Mãe Elisa, festeja o seu Aniversário. Vai cantar-sde-lhe os parabéns. A largada está a apróximar-se; Oliveira do Arda,Raiva,Gondarém, Midões e Cancelos estão emocionadissimos. Ordem do Comandante Guerguenteiro para tocar á Faina. Todos aos seus Postos. Ordem para Recolher o  Primeiro cabo e Espia da Lingueta. O Ujo das Fragas do Vale Escuro dá um Uivo, Faz o Primeiro reconhecimento Faz-se acompanhar de incontáveis perdizes que  tapam o sol por completo e dificultam as manobras.Os Coelhos que estavam a Filmar deixam de ter claridade e não podem prosseguir o seu Trabalho. Por ainda não existirem Flaches. Os Muges Comandados pelo António O Grande Muge Saltam de Contentes,Barbo, Escalo, Voga, Enguia e a Lampreia Dobram-se Todas. O Sável esse deixa correr regressa pequeno ao Mar alheando-se da Confusão, as Perdizesteimam em continuar.O Comandante Guergueteiro a Tremer que nedm Varas Verdes, lança um S.O.S.Saiem de Cú para a Porta. O Paulo, A Guilhermina A Sapeira a Moira, A Rosa a Guida e Matilde Desparam a artilharia, pouco depois o seu voltava á normalidade,mas os gases peidémicos eram asfixiantes. Valeu a ajuda Preciosissima das Moscas, que morreram milhares asfixiadas.Todos foram condecorados e ficaram a ter cús de Guerra Anti-Aéreos.Um Percurso memorável numa viagem histórica,ainda hoje se recorda o forte Mosqueteiro e Jeropiga que muito contribuíram para impedir a penetração do frio Corpos dentro. Um Fim quase trágico, qundo o Muge entornou Jerupigamente e quase morria congelado junto á casa do Zé do Paulo. Lá Fomos Rio Acima, Os Portelos, a bitoreira, a Cortiça, O Remesal,a Seixinha, Figueirido,Linhares,Tudo estava Ali, mui sorridentes, como a quem nos a desejar uma boa continuidade e um melhor regresso. A Valsa, Oliveira Reguenga e Entre - Os -Rios, até o Comboio e Linha inaugurados no tempo de Jovem do meu Avô nos esperavam. Passamos a Ponte e tamanho o susto tivesse o pressentimento que ela nos estava a caír em cima, dizia o meu Avô que ela já tin ha estado quase a caír na grande Cheia de 1909 e ele que era natural do Torrão, sabia do que falava. Felizmenter. Foi Ilusório. Continuamlos Viagem e frented ao Torrão na Varzea do Douro. Como na Varzeela que nunca Venta. Mas a minha Tia Aurora, com os Ventos Silênciosos da Prima Barrota lá provocavam ventos sufcientes para que Barco e Rabão se fosse Movimentando. Sem que nada o Fizesse Prevêr os Sopros habituais do Meu Irmão o Auim e os mal cheiroas do Zé os inesperados do Tarim-        Ternina lá contribuiram para que os Barcos se apróximassem dos dez nós Hora. Navegamos frente Quinta Nraciso, acabamos de entrar no Poço do Castelo, O Comandante Supremo,manda apitar novamente á Faina porque decidiu Fundear as Embarcações para Almoço. Começamos a falar eu e o meu Rio. Tinha decidido ser hoje o dia D para lhe  confidenciar tudo sobre a minha Segunda Mãe. A qual dá pelo nome de Armada o mesmo de (Marinha de Guerra Portuguesa) e o que ela me tinha proporcionado. Sempre me encorajando que eu gostasse mais e cadaz vez mais da Minha Mãe Elisa.Esta Dona Senhora não tem ciúmes dos seus Filhos, ao contrário de nós.  Agora tocou para Almoço, retomaremos a conversa depois de almoço. Depois do repasto e uma soneca de repouso, um pouco prolongada, porque o Vento teimava em não caír, vamos prosseguir a viagem. Não poderemos de forma alguma criminar o Vento por tardar em soprar, devemos isso sim agradecer-lhe. São 15 horas e todo este tempo, serviu para se colcar a conversa em dia. Nós os mais novos,divertimo-nos imenso, funcionou o Jogo do Peão o saltar á Macaca e ainda sobrou um pouco de tempo para jogar á Pincha(ao Botão). Os homens, esses forma divertindo-se com uma forte e bem ralhada Suecada, enquanto os Outros íam jogando á Malha. As Mulheres essas, depois de lavar as Louças, preferiram para dar á tramela e colocar a conversa em dia.Certo que o Vento não sopra muito forte, mas como o  tempo que dispomos para esta viagem é ilimitado, o importante é que  ela continue a correr harmoniosamente como até aqui e por outro lado o Vento ao Soprar brando, proporciona-nos, uma melhor miragem,o mesmo é dizer:- Podemos mais calmamente admirar estas maravilhosas paisagens ao pormenor. Deixamos à pouco o areio de Sabolido,o Castelo continua lindo como sempre. A Ilha dos Amores e o Rio Paiva continuam com uma atracção invejável. Um e outro parecem estar a convidar-nos para que estejamos com eles mais tempo. Gostariamos imenso e seria com enorme satisfação que o faríamos, mas o prometido é devido e como tal temos de continuar viagem. Teremos a oportunidade de encontrar novos atractivos e como sempre estamos convictos que no final da Viagem não vamos poder eleger ou destacar um local em especial, já que todo o percurso é de uma atracção apaixonante.  Estamos já perto do Cais de Escamarão, do lado esquerdo fica a bacia de Bitetos, o Avô Jaquim (O Garguenteiro) já reuniu as Tropas e deu ordem para atracar-mos no Cais em Bitetos. Certo que andamos poucos nóses e quando o Vento sopra razoávelmente bem, parar por volta das 4 da tarde não parece boa ideia. Mas como se diz na Gíria, que se perca a Batalha, mas nunca os bons costumes. Para um bom Pescador, que se preza de o ser, a paragem em Bitetos, é mais que um dever. É uma obrigação.Certo que a paragem não será longa, o tempo de chegar á Tasca, comer umas latinhas de Atum, ou então se houver! Há que comer uns Barbitos Fritos e umas Azeitonas. Tudo correu de acordo com o previsto, são 17 horas e o vento continua a soprar, já tocou de novo á Faina e as Velas começaram a ser Içadas. 


a minha querida e saudosa Ti Julinha que também faz parte da guarnição.


´Recordando S. Tomé e Príncipe nesta viagem de sonho rio acima Douro abaixo


Do meu álbum de recordações
Senhor do Bonfim e o lugar de Cancelos e o Areio D'órt's do Lado direito.


Areio de Boiro que ia da ilha dos amores no Rio Paiva aos cais de Escamarão Cinfães do Douro